Merecidamente, deu Timbu!

Mais de 18 mil torcedores encheram os Aflitos com os olhos ligados no primeiro entre gigantes do futebol pernambucano este ano. Náutico e Santa Cruz fizeram valer a assinatura de Clássico das Emoções e fizeram um jogo que beirou o frenético.

Quatro gols, muita entrega de ambos os lados e um rosário de polêmicas capitaneadas pela arbitragem de Nielson Nogueira.

A qualidade prevaleceu à vontade e o Alvirrubro tirou o lacre da invencibilidade do Santinha, vencendo de virada por 3×1.

Mesmo abusando de respeitar o Náutico em seu solo, o Santa Cruz conseguiu assumir a ponta no placar logo aos quatro minutos com o artilheiro do Pernambucano, Thiago Cunha, que marcou seu quinto gol na competição encobrindo o torcedor alvirrubro, maioria absoluta no estádio, numa pesada cortina de silêncio.

O equilíbrio ditava a partida e não custou para o Timbu abraçar o empate, aos catorze minutos, com Ricardo Xavier – e assim ficou o primeiro tempo.

O equilíbrio compartilhado pelos dois times na primeira etapa, sumiu do lado Coral na segunda. Desequilíbrio técnico e – principalmente – psicológico. Os tricolores sentiram o baque da não-marcação de um incandescente pênalti do atacante Ricardo Xavier em cima do zagueiro Thiago Matias, que acabou redundando no gol da virada do Náutico no lance seguinte, num golaço de Derley.

Tomados por uma raiva quase que canina, os jogadores do Santa focaram a disputa com a arbitragem de Nielson Nogueira, que também foi bastante questionado pela maracação do penal em favor do Timbu, quando o goleiro Alexandre Zuba supostamente teria derrubado o atacante Ricardo Xavier. Bruno Meneghel foi para a cobrança e marcou o terceiro, aos 33.

O Náutico também cobrou uma mão dentro da área do zagueiro Thiago Matias, num chute de Eduardo Ramos. Nielson Nogueira não viu e o lance também foi para sua conta de polêmicas. Curiosamente, o clássico marcou a primeira partida no Estado dos auxiliares atrás dos gols. O que era para ajudar, tão somente fermentou a discussão.

Destrambelhado emocionalmente, o Santa Cruz teve dois jogadores expulsos, o atacante Thiago Cunha e o meio-campo Weslley. Nielson também mandou um alvirrubro mais cedo pra casa, o volante Elicarlos e o 3×1 estampou o placar no final.

O Náutico foi melhor e mereceu o resultado, que poderia ser outro caso o pênalti em favor do Santa Cruz tivesse sido marcado, mas independentemente dos constatáveis fatos do jogo, a vitória se fez justiça.

Com um meio-campo encaixado, solto na criação com Eduardo Ramos e William, e eficiente na marcação com Everton, Elicarlos e Derley (os dois últimos chegando constantemente à frente com qualidade), Roberto Fernandes soube conduzir seu Náutico a mais três pontos, terceiro sucesso consecutivo.

O Santa Cruz provou ter um bom time, mas carente de opções no banco.

Precisa controlar seus impulsos, não cair na pilha do jogo. Afinal, outros clássicos virão.

A campanha segue muito boa, liderança perdida para o Central, mas ainda assim boa. Chegar entre os quatro é o que importa e o Santinha tá no bolo!

O time do Náutico, gradativamente, vai se entrosando, criando forma.

Tem (e mostrou) qualidade.

A infantaria em defesa do defesa do hexa mostrou suas armas.

Tirá-lo dos Aflitos não vai ser nada fácil.

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