Vitória contestada pela oposição

O otimismo apresentado por Sérgio Murilo durante a campanha deu lugar à indignação pelo que a sua chapa chamou de “fabricação de votos”. Revoltados com a explosão do número de sócios aptos a voltar nos últimos três dias, o grupo de oposição chegou a cogitar possibilidades como a de desistir do pleito como uma forma de protesto e até uma possível tentativa de impugnação do processo eleitoral. No final do dia, membros da equipe chegaram a afirmar que a chapa iria deixar o Arruda antes mesmo do início da apuração. Mas, depois de uma breve reunião, resolveram acompanhar a contagem.

Durante todo o dia, Sérgio Murilo e os demais membros da chapa estiveram bastante reclusos, numa área ao lado do palco da sede do Santa Cruz. Ali, já era possível perceber que o clima era de resignação pela derrota que se confirmou à noite. Ainda no final da manhã, um dos aliados de Murilo, que pediu para não ser identificado, chegou a admitir a vitória de Antônio Luiz Neto, baseando-se na movimentação de sócios trajando a camisa ou estampando os adesivos da campanha adversária.

Por volta das 17h30, Murilo confirmou à equipe do Superesportes que sua vitória se tornara impossível e que existia a possibilidade de eles abandonarem o processo. No entanto, depois de uma conversa com os demais membros de sua equipe, a decisão foi por ficar até o final. “Eles vão vencer de cabeça baixa e nós vamos perder de cabeça erguida. Decidimos participar desse ‘teatro’ que eles armaram aqui, em respeito aos tricolores que vieram até aqui para participar desta eleição”, justificou.

Ainda durante a votação, alguns componentes da chapa da situação, como Bartolomeu Bueno, desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, chegaram a falar da importância da participação dos adversários na administração da próxima gestão. No entanto, dificilmente algum membro do grupo de Sérgio Murilo aceitará o convite. “O que eles estão propondo não é uma união verdadeira. Ninguém aqui entrou nessa eleição em busca de cargos. O que aconteceu é uma vergonha e, no momento, não temos motivos para participar desse processo”.

O candidato derrotado adiantou ainda que não tem qualquer pretensão de levar sua indignação ao âmbito judicial, para contestar o resultado. “Não iria adiantar de nada. Eles têm a máquina e o poder ao seu alcance. Ainda que conseguíssemos anular essa eleição, eles fariam a mesma coisa na próxima. O maior prejudicado seria o Santa Cruz. E essa não é a nossa intenção”, finalizou.

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