Santa Cruz evita vexame diante de 45 mil torcedores

12 07 2009

Foi por pouco que o Santa Cruz não decepcionou os 45 mil torcedores que estiveram no Arruda neste sábado. Com um gol aos 47 minutos do segundo tempo, a equipe pernambucana conseguiu o empate em 2 a 2 com o Central pela segunda rodada da Série D.

O resultado mantém o Santa na liderança do Grupo 4 com quatro pontos, mesma pontuação que o Central. A rodada será fechada neste domingo.





Santa arranca empate diante do Central nos acréscimos

12 07 2009


A muito custo o Santa Cruz arrancou um empate por 2×2 diante do Central neste sábado (11), no Arruda depois de estar perdendo por 2×0. O tricolor cometeu muitos erros no passe final e seu treinador, Sérgio China, deixou os lados do campo descobertos, caminho por onde o adversário criou suas chances. Os dois times somam quatro pontos no grupo A4 da Série D do Brasileirão.

Como era de se esperar, o Santa iniciou a partida pressionando o Central para abrir logo o placar. E a Patativa até contribuiu para isso ao errar passes em demasia no meio-de-campo. Mesmo com posse de bola bem superior ao adversário os jogadores tricolores não conseguiram traduzir essa superioridade em chance de gol.

Tanto que, nos primeiros 15 minutos, os corais só conseguiram levar perigo nas bolas paradas mas sem que o goleiro Davi fosse obrigado a trabalhar. Aos 16, o Central deu um susto ao aproveitar um contra-ataque. Alex Xavier apareceu para abafar o cruzamento em cima da hora.

Com o tempo passando e sem gol, os corais começaram a dar demonstrações de ansiedade acima do normal. Com isso, os erros de passes e precipitações em finalizar ficaram mais evidentes como um chute de Parral completamente torto aos 25 minutos. A essa altura, o Central já evoluíra na partida e ganhava um pouco mais de espaço para trabalhar seu jogo, embora ainda sem perigo.

O perigo terminou ficando para o time que mostrou mais vontade de vencer o jogo, o Santa Cruz. Gobatto recebeu de Alexandre aos 36 minutos. De fora da área, mandou uma bomba que acertou a trave direita. O Central também teve sua grande chance aos 48. Bibi ganhou a dividida com Leandro Camilo e ficou cara a cara com Gustavo. Mas calculou mal e chutou para fora.

Para o segundo tempo, os dois times voltaram com alterações. O Central com Laércio no lugar de Bibi e o Santa com Neto Maranhão no lugar de Gobatto. O time de Caruaru apostou numa marcação um pouco mais adiantada, o que obrigou o Santa a tentar as jogadas mais pelas laterais. Numa delas, aos cinco, Juninho recebeu de Parral e chutou para Davi espalmar a escanteio.

Depois desse lance, o tricolor repetiu a mesma dose do primeiro tempo: dominou as ações, teve bem mais posse de bola mas tropeçou nos seus próprios erros. Os meias se movimentavam, os laterais apareciam no ataque, mas o último passe, justamente aquele que não pode ter o mínimo de erro, não saía a contento. Tanto que a melhor maneira de finalizar encontrada foram os chutes de longa e média distâncias.

Para se ter uma ideia, o atacante Reinaldo conseguiu apenas uma cabeçada em cima da zaga centralina, aos 11 minutos. Aos 18, Juninho chutou cruzado e ninguém alcançou para finalizar. Aquela velha e batida máxima “Quem não faz, leva” soprou sua maldição aos 27. Num contra-ataque, Baiano cruzou e Guego antecipou-se à zaga tricolor para empurrar de cabeça para as redes.

O gol desmantelou o Santa Cruz, que também teve a contribuição das alterações do técnico Sérgio China, que tirou os laterais e ficou sem alternativa para fugir da marcação forte no meio. As chances do Santa só poderiam surgir em bolas alçadas ou jogadas individuais.

Mas o Central havia encontrado o caminho para as redes corais, as laterais que estavam sem dono. Baiano fugiu pela direita e cruzou para Dinda cabecear de cima para baixo e fazer 2×0. Na bola parada, o time da casa diminuiu e manteve a chama acesa. Aos 41, Alexandre bateu bem uma falta e a desvantagem ficou em um gol. No último esforço, aos 47 minutos e meio, Juninho aproveitou bate-rebate após cobrança de falta e deixou tudo igual.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Gustavo; Parral (Gilberto), Leandro Camilo, Alex Xavier e Marquinhos (Rossini); Anderson, Alexandre Oliveira, Marcos Mendes e Leandro Gobatto (Neto Maranhão); Juninho e Reinaldo. Técnico: Sérgio China.

Central: Davi; Baiano, Sidney, Fernando Belém e Édson Leite (Rafael); Rodolfo Potiguar, Vagner Rosa, Cosme e Guego, Bibi (Laércio) e Wilton Pantera (Dinda). Técnico: Adelmo Soares.

Local: Arruda. Árbitro: Emerson Batista. Assistentes: Albert Júnior e Alcides Lira. Gols: Guego, aos 27; Dinda, aos 38; Alexandre, aos 41; e Juninho, aos 47 do segundo tempo. Cartões amarelos: Marcos Mendes, Alex Xavier, Sidney, Davi e Édson Leite. Expulsões: Vágner Rosa e Rodolfo Potiguar. Público: 45.007. Renda: R$ 184.810.





Na 4ª divisão, torcedor do Santa Cruz mostra amor ao time: 45 mil pessoas

12 07 2009
por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

O empate dramático com o Central em 2 a 2 macou o segundo show da torcida Coral na Série D do Campeonato Brasileiro. Na estréia do time pernambucano na quarta divisão o estádio Rei Pelé, em Maceió, com perto de 8 mil presentes, foi dividido pelos fãs do CSA e por fanáticos pelo Santa, que invadiram a capital italiana. O tricolor venceu por 3 a 0.

Torcida do Santa Cruz em peso no jogo de estréia na Série D em Maceió

Torcida do Santa Cruz em peso no jogo de estréia na Série D em Maceió
Crédito da imagem: Inferno Coral


Neste sábado, 45.007 pagaram para ver de perto a primeira atuação do Santa Cruz no Recife, com renda de R$ 184.810,00. É o quarto maior público de todas as divisões do Brasileiro em 2009 até aqui. Claro que os rivais argumentarão que os ingressos eram baratos, mas convenhamos, nas profundezas da Série D, tem muita torcida que não veria seu time nem de graça.

Confira abaixo os 10 maiores públicos nas quatro divisões do Brasil neste ano:

68.217 – Flamengo 2×1 Atlético/PR – Série A
51.800 – São Paulo 3×0 Cruzeiro – Série A
48.652 – Atlético/MG 1×1 Botafogo – Série A
45.007 – Santa Cruz 2×2 Central – Série D
41.038 – Fluminense 0×0 Flamengo – Série A
40.822 – Atlético/MG 3×0 Náutico – Série A
28.735 – Internacional 2×0 Palmeiras – Série A
27.629 – Ceará 0×2 Vasco – Série B
25.894 – Grêmio 2×0 Botafogo – Série A
25.665 – Flamengo 2×1 Vitória – Série A





Analisando Santa Cruz 2 x 2 Central

12 07 2009

A torcida fez a festa, mas, em campo, o Santa Cruz não correspondeu

Fazia tempo que o Arruda não recebia um grande público para uma partida do Santa Cruz em um campeonato nacional.

A torcida deu um colorido especial, mas esperava mais da sua equipe.

Acho que o Santa Cruz foi o dono da ação no primeiro tempo. Já o Central mostrou nervosismo, não conseguindo acertar os passes e passar a linha do meio-de-campo.

O Santa Cruz mostrou solidez na defesa. Mas, na parte ofensiva, achei que o time dependeu apenas do meia Juninho, que realmente, estava aceso na partida.

No segundo tempo, o Santa Cruz perdeu o ímpeto ofensivo. E o Central, realmente, ficou mais organizado em campo. O time de Caruaru veio ao Recife para empatar. E, tocando a bola com mais calma, a Patativa equilibrou a partida.

Em duas boas jogadas pelas laterais, o Central fez os seus dois gols. O Santa Cruz, manteve a desorganização ofensiva. A equipe parecia não saber mais atacar. Mas conseguiu fazer os gols de empate, após cobranças de falta.

O gol de empate foi um prêmio para Juninho, que lutou incansavelmente para levar o time coral à vitória.

Apesar do time ter mostrado poder de reabilitação, o empate não foi bem o que a torcida queria. A foto do garotinho abaixo mostra um pouco da reação do torcedor do Santa Cruz.


As fotos são de Alexandro Auller – JC Imagem