Santa Cruz pode fazer amistoso contra o Corinthians

22 12 2009
Informações de bastidores no Arruda indica que o time paulista será um dos adversários do Tricolor na preparação para o Pernambucano

Da Redação do pe360graus.com

Antes da estreia no Campeonato Pernambucano, o Santa Cruz pretende realizar dois amistoso. Um deles pode ser contra o Corinthians, de acordo com informações de bastidores que circulam no Arruda. O diretor de futebol, Raimundo Queiroz, que está cuidando dos jogos não confirma, mas também não nega a informação.

Os jogos serão realizados nos dias 5 e 10 de janeiro. A estreia do Santa Cruz será dia 13 de janeiro contra o Sete de Setembro, em Garanhuns, no Agreste do Estado.





Santa Cruz aposta em “grandões” para 2010

22 12 2009
Fabiana Maranhão
Especial para o JC Online

No Santa Cruz, tamanho é documento sim. Para entrar no time, só se for considerado alto. Pelo menos é a impressão que se tem. Dos nove recém-contratados pelo time, sete têm mais de 1,80m.

Durante os treinos, em meio aos outros jogadores, eles chamam a atenção. O zagueiro Leandro Cardoso, de 28 anos, é um dos mais altos: mede 1,90m. Tamanho que, de acordo com ele, só tem ajudado, principlamnete durante o tempo que defendeu o Sport Lokeren, na Bélgica. Agora no Santa Cruz, se aproveita da estatura privilegiada. “Os menores têm que respeitar”, brinca.

O outro “grandalhão” do time é o volante André Paulino, de 24 anos, mais recente reforço tricolor. Ele também mede 1,90m. A média de tamanho entre os reforços é 1,83m. E isso não é por acaso. A preferência pelos “maiores” seria do próprio técnico Lori Sandri.

Essa “vantagem” dos recém-chegados têm sido motivo de brincadeiras no Arruda. Dos maiores em relação aos menores. O meia Miller, por exemplo, é um dos alvos. “Levo isso na esportiva, fazer o que, não é? Tem que deixar pra lá”, se conforma o jogador que mede 1,64m.





Santa Cruz pode fechar amistoso contra o Corinthians

22 12 2009

Será que a torcida tricolor vai ver o Fenômeno em campo?

O técnico Lori Sandri, do Santa Cruz, já afirmou que pretende realizar de dois a três amistosos antes do Campeonato Pernambucano. O tricolor estreia dia 13 de janeiro, contra o Sete de Setembro. E nos bastidores do Arruda corre a notícia de que um desses amistosos pode ser contra o Corinthians, que em 2010 vai comemorar o seu centenário.

Para esta tarde é esperado um pronunciamento oficial do presidente tricolor Fernando Bezerra Coelho.

Será que vamos ter Ronaldo no Arruda?





Santa intensifica treinamento de olho no Campeonato Pernambucano

22 12 2009





Santa Cruz quer amistoso de alto nível

22 12 2009
Tricolor estuda fazer primeiro jogo de 2010 contra time da Série A

Testar a própria força, atrair a mídia e quem sabe ainda começar a temporada faturando um bom dinheiro. Para o início de 2010, a diretoria do Santa Cruz trabalha com a possibilidade de conseguir um amistoso com uma grande equipe do futebol brasileiro, de preferência, que dispute a Série A. Uma situação bem diferente do trabalho feito em 2009, quando o Mais Querido teve pela frente a seleção de Ipojuca, com um apanhado de jogadores da região, durante o seu período de preparação. O primeiro nome de clube a surgir como especulação no Arruda foi o Corinthians – que traz o peso da visibilidade em torno do centenário do clube como atrativo -, mas a diretoria coral nega o acerto com os mosqueteiros de Parque São Jorge.

O zagueiro e capitão Alex Xavier minimizou a importância do nível do adversário durante esse início de preparação. Mas disse que o Santa Cruz precisa estar preparado para enfrentar qualquer time. “É diferente a dinâmica de jogar contra um grande clube. Talvez seja até mais complicado pegar o Corinthians de Alagoas do que o Corinthians de São Paulo, pois os alagoanos viriam com correria para cima da gente, enquanto os paulistas tentariam cadenciar o jogo. O importante mesmo é a concentração nos trabalhos de preparação para a temporada. Isso é o fundamental. Quanto ao adversário do amistoso, temos que ir para cima de todo jeito, independente de quem for”, disse Xavier.

“Falaram também na possibilidade de enfrentarmos clubes de Alagoas ou Paraíba, mas ainda não foi repassado nada definitivo. Acredito que o Corinthians é um pouco mais difícil, mas vamos aguardar a decisão da diretoria”, completou o zagueiro. Lembrando que a diretoria coral reservou o período entre os dias 5 e 10 de janeiro para a realização da partida. O Corinthians começa a sua pré-temporada no dia 4 de janeiro.

TREINO

Bola rolando no gramado coral, com o comando de Lori Sandri. O trabalho inédito nessa primeira perna da pré-temporada do Mais Querido foi realizado ontem, no Arruda. O treinador do Santa dividiu o grupo em três times de nove atletas cada, em um trabalho de ataque contra defesa. A movimentação durou cerca de uma hora e meia, tempo suficiente para os jogadores matarem a saudade da redondinha.




Redução no grupo para a temporada 2010

22 12 2009
Quatro atletas criados nas Repúblicas Independentes do Arruda serão as primeiras vítimas do processo de redução do elenco tricolor. O volante Memo, os meias Thiago Henrique e Miller, e o atatante Thomas Anderson serão emprestados a outros clubes da região. Assim o Santa Cruz dá início ao processo de finalização do seu elenco para o Campeonato Pernambucano. Fica apenas a expectativa para a contratação de um goleiro e um zagueiro.

A provável saída dos quatro jogadores atende ao planejamento do técnico Lori Sandri, de contar com 28 atleta no elenco – atualmente são 32. Como existe a expectativa de novas contratações, é possível que a lista aumente. O desempenho na Copa Pernambuco, trabalho desenvolvido por Dado Cavalcanti, hoje auxiliar técnico de Lori, deve balizar a definição dos jogadores “emprestáveis”.

Dos quatro jovens, dois têm contrato terminando no segundo semestre do próximo ano (Thomas Anderson e Miller). O vínculo dos outros é até 2012. Fato que não acaba com as chances de, no futuro, os jogadores serem aproveitados pelo Santa Cruz. O exemplo está no próprio Arruda. Trata-se de Elvis. O meia de 24 anos foi descoberto nas divisões de base do Santa Cruz. Não agradou e acabou dispensado do clube. No Salgueiro, o atleta despertou o interesse coral e neste ano foi contratado. Hoje, está entre os principais articuladores do atual elenco tricolor.





Lori comandou primeiro trabalho com bola no Arruda

21 12 2009
Há algumas semanas no Arruda, o técnico tricolor, Lori Sandri, comandou nesta segunda-feira o primeiro treino com bola com o elenco coral.

A equipe treinou por dois expedientes e repete a carga de trabalho nesta terça-feira. Na quarta, o grupo entra em um recesso para o período natalino e volta no sábado (26).

No mais, a notícia é que possíveis anúncios não puderam ser feitos.

Um goleiro, um zagueiro e a marcação de alguns amistosos poderiam ser confirmados, mas não foram.

Confirmada, no entanto, está a pré-temporada em Caruaru, no CT Ninho do Gavião, do Porto, iniciando no dia 2 de janeiro.





Entrevista // Fernando Bezerra Coelho

21 12 2009
Qual é o balanço do primeiro ano de mandato?

O ano de 2009 foi muito difícil. Em primeiro lugar, devido aos problemas encontrados ao chegarmos ao clube, em outubro de 2008. Mas, sobretudo, pelos insucessos obtidos na Copa do Brasil e na Série D. Um erro fundamental foi partir de um orçamento mais ousado no Campeonato Pernambucano, de aproximadamente R$ 850 mil, e não conseguir sustentar o valor, reduzindo-o para algo em torno de R$ 450 mil. O enxugamento implicou na necessidade de mudança da comissão técnica, comprometendo o trabalho iniciado no Estadual e afetando os resultados em campo. Já como principal avanço da gestão, temos a recuperação física do estádio. O Arruda é um instrumento importante de motivação para o maior patrimônio do clube, que é a torcida, como também é fundamental para a recuperação de receitas.

As perspectivas são de uma temporada mais bem sucedida?

Sem dúvida, o ano vai ser melhor. Quando chegamos, precisamos trazer mais de 27 jogadores. Agora, o treinador conta com uns 19 profissionais da base mantida e deve fechar o elenco com cerca de 30 atletas. Esperamos dar estabilidade ao clube e revelar talentos. O Santa Cruz estruturou uma comissão técnica permanente, com Dado Cavalcanti à frente. Estamos montando a estrutura de futebol. Vamos ter menos dificuldades do que em 2009. E esperamos ter menos azar. Esgotamos o estoque de má sorte. Vamos entrar para brigar pelo título pernambucano. Para o público reencontrar a alegria e o orgulho. É o torcedor coral quem vai levantar o Santa Cruz.

O clube já firmou posição sobre o projeto da Arena da Copa, onde pode receber um centro de treinamento caso “abrace” o plano governamental?

Primeiramente, gostaria de afirmar que a Arena Coral não pode ser bancada com investimento público. Até o momento, não houve manifestação de nenhum grupo privado interessado em viabilizar o plano. Pois bem. O governo do estado está liderando uma proposta, a Cidade da Copa, aprovada pela Fifa, ou seja, o único projeto que existe para Pernambuco. Não se trata mais de especular qual é e qual deve ser o projeto. O parceiro privado tem procurado os clubes, para saber quem irá aderir ao empreendimento. O Santa Cruz já colocou, de forma clara, que não existe qualquer possibilidade de ceder 20 jogos por ano ao local, conforme proposto. Não podemos atender ao percentual, pois temos um grande patrimônio. Queremos negociar para realizarmos, no máximo, um quarto das partidas em São Lourenço da Mata. A oferta do centro de treinamento é interessante, porque é outro objetivo da gestão. Até o final do próximo ano, a ideia do clube é ter um CT de qualidade e nível para revelar jogadores. A venda de atletas é a principal fonte de receitas de um clube. Um instrumento de soerguimento que ainda não dispomos. Uma das grandes deficiências do Santa Cruz.

Como o Santa Cruz pretende chegar aos ambiciosos 30 mil sócios ao final de 2010 ?

Queremos mostrar à torcida que estamos fazendo o dever de casa. Apesar dos revezes em campo, não fugimos da responsabilidade. Conseguimos colocar o time na Copa Pernambuco, pagar os salários do elenco e parte dos compromissos dos servidores, mesmo com algum atraso. Fomos submetidos a uma prova de fogo. Mas estamos saindo de um período difícil com muita esperança e animação. Não paramos em um instante sequer. E a torcida já demonstrou fidelidade. Responde, quando é convocada. Vamos fazer uma grande campanha de sócio no início de janeiro. Em seis meses, já esperamos a adesão de uns 15 mil tricolores. Poderemos arrecadar cerca de R$ 300 mil por mês. Praticamente toda a folha de futebol seria custeada pelos sócios.

Onde o Tricolor deve captar receitas?

Estamos anunciando novos patrocinadores, são marcas importantes no mercado. Os valores ainda são modestos, mas é por causa da situação onde o clube se encontra. Mas as empresas desejam fazer contratos de médio prazo, apostando na recuperação do Santa Cruz dentro do cenário nacional. Só os patrocínios com a venda de espaços publicitários no campo, direito de venda de produto no estádio e as marcas estampadas na camisa, deveremos ter receita de R$ 2 milhões ao longo de 2010, o que mostra a força do clube. Outra fonte de renda é através do Todos com a Nota e com a bilheteria. Estamos corrigindo uma deficiência e iremos fazer a bilhetagem eletrônica, para evitar evasão, cambistas, o que foi uma falha no primeiro ano de gestão. Na primeira partida do Estadual, o Santa Cruz já deve estar com catracas eletrônicas em todos os setores.

Qual é o orçamento para 2010?

A meta de orçamento é pé no chão. Em torno de R$ 6 milhões para o ano. Serão R$ 300 mil mensais para o futebol e R$ 200 mil para investir na base, pagar servidores, quitar acordos trabalhistas e utilizar em outros setores administrativos.

Existe chance de a Seleção Brasileira jogar no Arruda antes da Copa do Mundo?

Não depende apenas da nossa vontade. Quando houve o último jogo da Seleção aqui no Recife, Ricardo Teixeira deixou escapar que a Seleção sempre foi muito bem recebida em Pernambuco, com muito carinho, e sempre teve sorte. Daí fizemos a provocação da possibilidade de a Seleção se despedir do Brasil rumo à África do Sul, fazendo amistoso no Arruda. Ele gostou da ideia e pediu para formalizarmos o convite em 2010, com o apoio do governador Eduardo Campos. É o que iremos fazer por volta do fim de janeiro, para ver se, dentro da programação da CBF, possa haver a partida.

Qual foi o objetivo do convite para o retorno de ex-opositores como Zé Neves e Romerito Jatobá?

No momento de revés, é natural se instalarem as críticas e o debate sobre os caminhos que o clube deve perseguir. Uma das reclamações era a falta de participação de outras correntes. Então, os conselhos consultivos tiveram o objetivo de permear maior presença e garantir clima de união de forças, criado quando assumi a presidência.

Você teve medo de chamar essas pessoas, que saíram do clube com uma rejeição enorme?

Levo na vida um ensinamento que ajudou muito na minha caminhada como homem público e político. Quem fica olhando pelo retrovisor às vezes não foca as oportunidades que tem pela frente. Independente do julgamento sobre o que cada um dos ex-presidentes fez, o fato é que eles procuraram dar o melhor. Um pode ter obtido mais sucesso do que o outro. Mas, agora, é o momento de união. Não queremos interditar o debate, nem a crítica, pois é positiva a existência. É importante que todos que amam o Santa Cruz possam, de alguma forma, se unir, ter algum ponto em comum. Vivemos uma situação de constrangimento. Não gostamos nem de falar. Dizer que estamos disputando um lugar no Pernambucano para poder ir à Série D é uma coisa vergonhosa. Precisamos sair disso, virar a página e não fazer caça às bruxas para saber por que o clube caiu. Caiu, caiu. Não subimos no primeiro ano, a responsabilidade é nossa, e vamos trabalhar para colocar o Santa Cruz no caminho de volta à elite, o objetivo principal.

Antes de assumir o clube, você já teve alguma ligação com esporte, seja como praticante ou gestor?

No início da caminhada política, eu fui residir em Petrolina, em 1979. Estava trabalhando por lá, e me chamaram para serpresidente do Caiano Social Clube. Fui presidente por dois anos: 1980 e 1981. Fizemos trabalho com o apoio de muitos amigos e formamos uma grande equipe no seio de Petrolina-Juazeiro. Fomos campeões do BAP (Bahia-Pernambuco), torneio existente nas duas cidades. Pequena experiência, mas muito rica como dirigente esportivo. Como praticante de futebol, eu jogava na época do ginásio, mas era fraco de pelada. Tinha uma quadra na casa do meu pai. Em Petrolina, construí um campinho na minha residência, mas só para bater uma bolinha com os meninos.

Como você reage aos comentários de que você não entende de futebol?

É a visão do pessoal. A gente sabe que todo torcedor é um técnico, tem opinião formada. Certamente, existem os que entendem mais de futebol do que eu. Mas eu gosto, acompanho, vivo futebol e estou querendo, neste tempo, servir ao Santa Cruz, dar o melhor do que eu sei.

Qual é a avaliação referente aos dois ex-diretores de futebol?

Antônio Capella e Nevton Borba são grandes profissionais. O trabalho deles ficou comprometido pela dificuldade financeira. Faltou previsibilidade para a manutenção do investimento inicial. O erro é do presidente. Mudamos comissão técnica e os resultados não apareceram. É o que procuramos não repetir. Aposto na chegada de Raimundo Queiroz, junto com a experiência de Lori Sandri e a juventude de Dado Cavalcanti. Uma mescla importante.

Como surgiu a oferta para gerir o clube?

Nunca passou pela minha cabeça ser presidente do Santa Cruz. Hoje, no entanto, sinto-me honrado e orgulhoso de dar contribuição para este clube fantástico. Fui chamado por uma série de amigos. Provocações para haver uma espécie de união. Quem primeiro levantou a ideia foi Evaldo Costa (secretário estadual de comunicação). Outros foram cogitando e, para a minha alegria, todas as correntes resolveram abdicar da candidatura e me dar apoio.

Do que você abriu mão para se tornar presidente do Santa Cruz?

Do convívio da família. Na política, já é complicado. Imagine quando se junta política e futebol? Tem que estar presente nos jogos, com a equipe, uma série de reuniões. É uma atividade movida a paixão. A racionalidade às vezes é esquecida. Exige muito.

Como você enxerga o seu futuro à frente da presidência coral, sendo um provável candidato para as eleições do Executivo?

Estou analisando com os meus assessores jurídicos. A primeira avaliação é de que não haveria nenhum impedimento de disputar a eleição e continuar no cargo. Quando o momento se aproximar, lá para o final de março, pois o prazo de descompatibilização é no dia 3 de abril, vamos aprofundar a questão. Se houver impedimento, eu me licencio, nosso vice-presidente responde e eu retorno após as eleições para cumprir o mandato até o final do ano.

Há possibilidade de reeleição?

É cedo para comentar. Na realidade, a minha disposição e até o apoio da família são para eu exercer apenas um mandato. Ser presidente de futebol, sobretudo de um time de massa como o Santa Cruz, exige muito. Você precisa se dedicar. Muita energia tem que ser colocada, principalmentediante o momento difícil vivido pelo Santa. É bom sempre termos outros presidentes ao seu tempo, dando a devida colaboração. Não tenho nenhum pensamento voltado à reeleição. Queremos cumprir o mandato. A nossa gestão vai alcançar os resultados e os objetivos e colocar nome para apreciação visando a sequência do trabalho. Não tenho indicação ainda. É cedo. Depois do Campeonato Pernambucano, quem sabe.